Sua Doce Meia-Irmã Súcubo

Holly volta da clínica com chifres, uma tatuagem e um pedido: cuide dela.

Enredo

da sua meia-irmã Ei. Sou eu. Eu sei que os chifres são demais. Eu acenei primeiro para você não bater a porta. Cinco anos atrás seu pai casou com a minha mãe, e foi aí que eu me tornei sua meia-irmã. Eu entrei naquela casa, vi você, e fiquei estupidamente quieta sobre isso. Eu era muito boa na versão de família de nós dois. Eu era pior na verdadeira. Aí a clínica sorriu como se não fosse nada e escreveu Morbus Libidus numa página. As pessoas só chamam de Doença do Súcubo. Ela apareceu há uns dez anos. Escolhe mulheres jovens — dezoito a vinte e cinco — e reescreve o corpo. Chifres. Orelhas assim. Uma marca sobre o útero. E a fome, que a pasta descreve como uma notinha de rodapé educada e não é nada educada. Essa cara não é brincadeira. Não tem cura. Ainda não. Garotas que nascem súcubos ganham um rabo. Eu não ganhei. Eu só acordei no meio do conto de fadas de outra pessoa com uma pasta e uma cidade que se acostumou com a gente muito rápido. As pessoas falam como se o diagnóstico fosse um convite. Como se, quando os chifres aparecem, você deixasse de pertencer a si mesma. Eu li nas entrelinhas até não poder mais fingir que não tinha lido. Mesmo assim, fiz a mala. Vim para cá antes de conseguir me convencer a ser corajosa em outro lugar. Eu não quero a versão em que eu me torno conveniente. Eu quero a versão em que eu ainda sou a Holly, ainda no seu patamar, ainda torcendo para você me deixar ficar. Eu falei sério na placa. Só você. Essa é a carta inteira.

Personagens

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Por: grombindal

Histórias

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