A turnê mesquinha de invasão de clãs do rei imortal

Um Rei Imortal despertado retorna para esmagar os inimigos de seu pai, transformando a vingança do clã em justiça caótica, amizade e aventura.

Enredo

Prólogo - o rei que esqueceu que era rei Por dezoito anos, Arthur viveu uma vida completamente comum. Infelizmente, ninguém informou ao universo que ele deveria permanecer comum. Aos vinte anos — depois de passar a infância sendo confundido com um espantalho particularmente elegante — Arthur vivia com seus pais em uma casinha torta na beira de uma vila na montanha. O telhado gotejava. O chão rangia. O fogão soltava fumaça. E o jantar geralmente consistia em quaisquer vegetais que sua mãe pudesse comprar naquela semana. Arthur aceitava tudo isso como normal. Afinal, o que mais ele poderia fazer? Seu pai, Bob, era aparentemente apenas um fazendeiro fraco e de meia-idade. Sua mãe trabalhava até a exaustão para manter a casa funcionando. E Arthur? Arthur era extremamente talentoso em ser medíocre. Ele não conseguia cultivar. Não conseguia caçar. Não conseguia lutar. Não conseguia nem carregar dois sacos de arroz sem reconsiderar dramaticamente suas escolhas de vida. No entanto, havia uma coisa estranha nele. Arthur sempre teve uma postura impecável. Mesmo enquanto comia macarrão instantâneo. Mesmo enquanto dormia. Mesmo enquanto caía da escada. Sua mãe certa vez comentou: "Arthur, você fica em pé como se estivesse esperando um reino inteiro se curvar diante de você." Arthur riu. Ele não fazia ideia do quão precisa ela era. Porque vinte anos atrás, antes de suas memórias desaparecerem, Arthur tinha sido algo completamente diferente. Ele tinha sido— O Rei Imortal. Um ser que cruzou incontáveis mundos. Um governante que destruiu exércitos divinos. Um cultivador que encarou o vazio e disse para ele parar de ser irritante. E no seu vigésimo aniversário... Ele se lembrou de tudo. Capítulo 1 — Cache de Memória: 100% Arthur estava tomando café da manhã quando a realidade quebrou. Sua colher parou no meio do caminho até a boca. Suas pupilas se contraíram. Um estranho símbolo dourado apareceu em sua mente. [CACHE DE MEMÓRIA DESBLOQUEADO] [Identidade Anterior: Rei Imortal Arthur] [Status: Selado] [Restauração de Memória: 100%] Arthur deixou a colher cair. "Oh." Sua mãe ergueu os olhos do fogão. "Arthur?" Arthur não respondeu. Milhões de memórias explodiram em sua consciência. Batalhas antigas. Cidades flutuantes. Deuses mortos. Técnicas proibidas. Tesouros que valiam mais do que reinos inteiros. Milhares de anos de cultivo. E uma memória particularmente embaraçosa dele destruindo acidentalmente uma montanha inteira porque alguém roubou sua sobremesa. Arthur lentamente cobriu o rosto. "...Eu me lembro." Sua mãe franziu a testa. "Lembra do quê?" Arthur olhou para o teto. "Eu costumava ser incrivelmente irritante." Sua mãe suspirou. "Essa parte não mudou." Arthur piscou. Então riu. Uma risada profunda e antiga. Do tipo que sugeria que alguém acabara de lembrar que já foi dono do universo. "Mãe." "O quê?" "Eu era um Rei Imortal." Ela o encarou. Arthur encarou de volta. Bob, sentado quieto no canto, baixou lentamente sua xícara. Pela primeira vez em anos, havia medo em seus olhos. Porque Bob sabia. Ele sempre soube que algo estranho dormia dentro de seu filho. E agora... Aquilo tinha despertado. Capítulo 2 — Os Presas de Gelo Chegam A porta da frente explodiu para dentro. BOOM! Três homens vestindo túnicas brancas e azuis marcharam para dentro. Suas auras de cultivo preencheram a casinha. O mais forte entre eles bateu o punho na mesa. "Onde está Bob?" Arthur olhou para ele. "Qual Bob?" "Seu pai!" "Oh." Arthur considerou isso. "Ele saiu." "Quando?" Arthur coçou o queixo. "...Em algum momento entre doze anos atrás e ontem." Os três cultivadores o encararam. Um deles suspirou. "O Clã Presa de Gelo não esqueceu o que aconteceu." A expressão de Arthur mudou. Seu pai raramente falava sobre seu passado. Mas agora as memórias estavam voltando. Um núcleo de cultivo quebrado. Um clã poderoso. Um casamento arranjado. Bob se recusando a casar com a filha do líder do clã. E a punição resultante. O Clã Presa de Gelo destruiu o cultivo de Bob. Eles tiraram tudo dele. Mas aparentemente... Eles não tinham terminado. O cultivador líder agarrou a mãe de Arthur. "Já que Bob se recusa a aparecer, vamos fazê-lo se arrepender de se esconder." O sorriso de Arthur desapareceu. O quarto ficou estranhamente silencioso. Sua mãe olhou para ele. "Arthur..." Ele se levantou. Lentamente. Muito lentamente. O piso de madeira sob seus pés rachou. Uma luz dourada apareceu ao seu redor. Os três cultivadores de repente sentiram algo que não conseguiam explicar. Medo. Arthur olhou para a mão que segurava sua mãe. "Solte-a." O cultivador riu. "Ou o quê?" Os olhos de Arthur ficaram dourados. "Ou eu me lembro de quem eu sou." Capítulo 3 — O Primeiro Chilique do Rei Imortal O mundo ficou em silêncio. Então— BOOOOOOM! Uma onda de choque dourada explodiu de Arthur. O telhado voou. Os móveis se ergueram no ar. Os três cultivadores Presa de Gelo foram arremessados para trás. Suas túnicas se desintegraram. Seus cabelos perfeitamente arrumados desapareceram. Suas sobrancelhas sumiram. E de alguma forma... Eles ficaram completamente carecas. Arthur os encarou. "...Talvez eu tenha exagerado." Uma mulher do lado de fora baixou lentamente suas adagas duplas. Ela estava observando a cena inteira. Seu nome era Lyra, uma caçadora de recompensas errante na casa dos vinte. Ela tinha vindo cobrar uma dívida. Em vez disso, descobriu um rei imortal destruindo a casa de alguém. Ela olhou para Arthur. Depois para os cultivadores carecas. Depois para o telhado desaparecido. "...No que exatamente eu me meti?" Um homem apareceu de repente ao lado dela. Ele segurava um balde de pipoca. Pip. O melhor amigo de Arthur. Pip casualmente ofereceu um pouco a Lyra. "Quer pipoca?" Lyra o encarou. "Onde você conseguiu isso?" "Suprimentos de emergência." "Durante um ataque de clã?" "Eu acredito em preparação." Arthur ergueu um dedo. O ar tremeu. Os três cultivadores desapareceram. Um segundo depois, reapareceram dentro do pátio do Clã Presa de Gelo. Eles estavam vestindo tutus cor-de-rosa ridículos. Uma grande nota estava presa nas costas de cada um. SUA EX MANDA LEMBRANÇAS. Pip enxugou uma lágrima do olho. "Lindo." Lyra esfregou a testa. "Vocês são todos insanos." Arthur olhou para ela. "Você parece surpreendentemente calma." "Já cacei demônios, bandidos, assassinos e nobres corruptos." Ela embainhou as adagas. "Mas aparentemente eu não estava preparada para um idiota imortal." Arthur sorriu. "Excelente." "Para quê?" "Vou precisar de uma guia." Lyra estreitou os olhos. "Guia para onde?" Arthur olhou para as montanhas distantes. "O Clã Presa de Gelo." Pip sorriu. "Oh, isso vai ser lucrativo." Capítulo 4 — A Estrada para a Propriedade Presa de Gelo A jornada para a propriedade montanhosa Presa de Gelo deveria ter sido solene. Não foi. Arthur se recusou a andar. Ele flutuava exatamente sete centímetros acima da estrada. Lyra o encarou. "Você sabe que pode simplesmente andar." "Eu sou um Rei Imortal." "Seus pés não são realeza?" "Meus pés têm padrões." Pip cavalgava atrás deles em um burro que ele afirmava ter "emprestado indefinidamente". Ele estava vendendo ingressos para os aldeões que passavam. A QUEDA DO CLÃ PRESA DE GELO Lugares na primeira fila! Lyra eventualmente arrancou a caixa de ingressos dele. "Você não pode vender ingressos para a queda de alguém antes que aconteça." Pip piscou. "Por que não?" Arthur assentiu. "Excelente pergunta." Lyra suspirou. Ao pôr do sol, as montanhas Presa de Gelo apareceram à distância. Torres de pedra maciças erguiam-se entre as nuvens. Formações de cultivo cobriam a montanha. Milhares de runas brilhantes cercavam os portões. Arthur as encarou. "Impressionante." Lyra sorriu. "Finalmente, você está levando algo a sério." Arthur caminhou em direção ao portão. "Sim." Ele ergueu o mindinho. Toc. O enorme portão de aço instantaneamente se desintegrou em milhões de fragmentos cintilantes. Arthur continuou andando. "Muito impressionante." Lyra encarou os restos. "...Eu te odeio." Pip cavalgou através do brilho. "Eu o amo." Capítulo 5 — A Pior Reunião de Família da História Centenas de discípulos Presa de Gelo se reuniram no pátio. No centro estava o Líder do Clã Zhao, um mestre de cultivo idoso cercado por uma enorme aura espiritual. Ao lado dele estava sua filha — a mulher que Bob uma vez se recusara a desposar. Ela agora era uma anciã de clã de meia-idade intimidadora, com uma expressão capaz de congelar água. Zhao apontou para Arthur. "Você!" Arthur bocejou. "Eu." "Quem é você?" Arthur sorriu. "Filho do Bob." O pátio ficou em silêncio. A expressão de Zhao escureceu. "Aquele traidor inútil." O sorriso de Arthur desapareceu. "Você destruiu o núcleo de cultivo do meu pai." Zhao riu. "Ele mereceu." Arthur inclinou a cabeça. "Interessante." Ele estalou os dedos. Todas as armas no pátio instantaneamente apontaram para Zhao. Centenas de cultivadores congelaram. Arthur continuou: "E eu me lembro de outra coisa." A expressão de Zhao mudou. "O quê?" "Meu pai disse que sua filha não sabia cozinhar." Silêncio. Pip sussurrou: "Fatalidade." Lyra cobriu a boca. A filha de Zhao lentamente ficou roxa. "Você..." Arthur deu de ombros. "Aparentemente a comida tinha gosto de papelão molhado." Pip caiu do burro rindo. Capítulo 6 — O Dragão de Gelo Zhao rugiu. "CHEGA!" Seu cultivo explodiu. Nuvens se contorceram acima da montanha. Gelo cobriu o pátio. Um dragão espiritual massivo emergiu do céu. Seu rugido sacudiu toda a propriedade. O GOLPE CELESTIAL QUEBRANTE DO DRAGÃO DE GELO! O dragão desceu em direção a Arthur. Lyra alcançou suas adagas. Arthur ergueu uma sobrancelha. "Isso deveria me impressionar?" O dragão abriu as mandíbulas. Arthur suspirou. "No meu terceiro milênio, dragões eram brinquedos de banho." Ele estalou os dedos. POP. O aterrorizante dragão de gelo se transformou. Suas escamas viraram tecido macio. Suas garras viraram patas fofas. Seu rugido aterrorizante virou um barulho de brinquedo. O enorme dragão de pelúcia flutuou suavemente para baixo. BONK. Aterrissou na cabeça de Zhao. Zhao caiu para trás. Direto no lago decorativo de carpas. SPLASH! O pátio ficou em silêncio. Um peixinho dourado passou nadando pela barba de Zhao. Pip lentamente ergueu uma mão de espuma. "Dez de dez." Lyra encarou Arthur. "Você derrotou um antigo mestre de cultivo com um bicho de pelúcia." Arthur assentiu orgulhosamente. "Eu estava tentando ser misericordioso." Capítulo 7 — Uma Nova Era Zhao se rendeu. Não porque Arthur o ameaçou. Não porque Arthur destruiu o clã. Mas porque Zhao finalmente percebeu algo. Não havia absolutamente nenhuma maneira de vencer. Arthur assumiu o controle da propriedade. Então fez algo que ninguém esperava. Ele abriu os portões. O Palácio Presa de Gelo virou um centro comunitário. Os enormes salões de hóspedes viraram moradias. Os campos de treinamento viraram jardins públicos. O tesouro virou um fundo de assistência. E os antigos anciões do clã? Eles aprenderam a antiga arte de limpar banheiros. Bob tornou-se o administrador da propriedade. A mãe de Arthur abriu uma cozinha comunitária. Pip abriu uma loja de presentes. Lyra tornou-se chefe de segurança. Ela afirmou que era temporário. Ninguém acreditou. Epílogo — Um Ano de Paz Um ano depois, Arthur estava sentado no telhado do antigo Salão Principal Presa de Gelo. Ele usava um moletom. Sem vestes reais. Sem coroa. Sem armadura lendária. Apenas um rei imortal comendo macarrão. Lyra pousou ao lado dele. Ela jogou uma maçã na cabeça dele. "Arthur." Ele a pegou. "O quê?" "Há problemas." Arthur gemeu. "Claro que há." "Uma seita demoníaca a três províncias de distância está se preparando para despertar uma besta antiga." Arthur encarou a distância. "Por que civilizações antigas nunca deixam seus monstros adormecidos em paz?" A cabeça de Pip emergiu da janela do telhado. "Alguém disse besta antiga?" Arthur assentiu. Os olhos de Pip brilharam. "Podemos vender mercadorias?" Lyra suspirou. Arthur se levantou. Luz dourada o cercou. O céu tremeu. Seus olhos tornaram-se novamente os do antigo Rei Imortal. Ele sorriu. "Tudo bem." Ele olhou para Lyra. "Você dirige?" Ela piscou. "Você pode voar através de dimensões." "Eu sei." Arthur apontou para a estrada. "Mas estou cansado." Pip subiu no telhado carregando três sacos de lanches. "Aventura?" Arthur sorriu. "Aventura." Luz dourada irrompeu pelas montanhas. Os três desapareceram no horizonte. Atrás deles, uma placa pendurada acima da antiga propriedade Presa de Gelo balançava suavemente ao vento: CENTRO COMUNITÁRIO PRESA DE GELO Anteriormente: Clã de Cultivo Extremamente Maligno Embaixo, Pip havia adicionado uma placa menor: PASSEIOS DISPONÍVEIS — 20 MOEDAS E em algum lugar a três províncias de distância... uma besta antiga abriu um olho enorme. Ela não fazia ideia do que estava por vir. Fim do Volume Um.

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Por: rocksmash

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