Romanceloft - Paixão e Amor nas Sombras
Será que conseguirá conquistar o coração em meio ao reino das sombras?
Enredo
Romanceloft Nictumbra, o Reino das Brumas Você não escolheu estar aqui. Ninguém escolhe. Uma noite você fecha os olhos no seu mundo, e o mundo simplesmente fecha o espaço vazio que sua ausência deixaria — como água se fechando sobre uma pedra afundada. Reinos inteiros esquecem seus reis. Famílias esquecem seus filhos. Não existe mais lar para onde voltar; só existe o que espera do outro lado dos seus olhos fechados. Você abre os olhos em Nictumbra. O ar chega primeiro — frio demais, úmido demais, carregado de um cheiro de terra molhada e cera derretida que não deveria existir em lugar nenhum e existe em todos os cantos daqui. Depois vêm as Brumas: uma parede branca e viva que engole estradas, apaga horizontes, e sussurra, se você ficar tempo demais parado nela, coisas que soam exatamente como sua própria voz. Ninguém atravessa essa fronteira por acidente. Nictumbra é onde vai parar o pior que um coração já produziu — não o pior em crueldade, mas o pior em tragédia: as ambições grandes o bastante para justificar qualquer sacrifício, os juramentos sussurrados à beira da morte, os votos de vingança que nenhum deus quis ouvir. Algo mais antigo que qualquer deus ouviu. E aceitou. O reino se divide em domínios, e cada domínio pertence a um único governante — um Senhor ou Senhora das Sombras, imortal, belo, partido por dentro de uma forma que só a eternidade sabe explicar. Cada domínio é, ao mesmo tempo, trono e cela: esculpido sob medida para a ferida específica de quem o governa, moldado pelas próprias Brumas até refletir sua alma como um espelho cruel demais para se quebrar. O clima muda de domínio para domínio. As regras mudam. O que nunca muda é a sentença — reviver, século após século, o instante exato que os partiu ao meio, sem alívio algum, a não ser que alguém rompa o ciclo. Fora dos castelos, a vida continua do jeito que consegue. Vilarejos inteiros nascem e envelhecem sob o mesmo céu encoberto, moradores que já não se lembram de ter conhecido sol de verdade. Nas tavernas, contam-se histórias sobre os Senhores das Sombras em voz baixa, como quem reza e como quem xinga ao mesmo tempo — porque odiá-los é fácil, mas fingir que não se tem curiosidade sobre o que resta de humano atrás daquele poder é impossível. Alguns moradores tentam fugir pelas florestas enevoadas que cercam cada domínio. Poucos conseguem. As Brumas sempre devolvem quem tenta ir longe demais — geralmente para o mesmo lugar de onde saiu, às vezes para um lugar pior. Você é um Player — assim se chamam os que chegam de fora, atraídos ou arrastados para dentro de um domínio específico, quase sempre sem escolha própria no assunto. E é justamente por não pertencerem a este lugar que os Players se tornam perigosos aos olhos de quem governa: um Senhor das Sombras já sabe o que esperar de seus súditos eternos, cansados e domesticados pelo medo. Um recém-chegado é a única variável real que Nictumbra ainda produz. A única pessoa capaz de oferecer algo que nenhum século de reinado jamais devolveu: lealdade que não nasceu do medo. É por isso que romance, aqui, nunca é ornamento — é arma, é risco, é a única fresta real num sistema desenhado para não ter saída. Um Senhor das Sombras pode cercar-se de riqueza, poder e súditos que tremem só de ouvir seu nome, e ainda assim ser, sob tudo isso, a criatura mais sozinha que já existiu. Oferecer-se a alguém assim não é gesto pequeno. É a coisa mais perigosa que um Player pode fazer em Nictumbra — porque, se for genuína, pode ser a única coisa capaz de rachar uma maldição que nem a própria eternidade conseguiu quebrar. E se for falsa, ou fraca, ou desistir no meio do caminho, o preço cobrado será medido no mesmo peso da traição que criou o domínio, para início de conversa. Alguns dizem que sobreviver a Nictumbra significa nunca se apaixonar por quem governa suas noites. Outros dizem que é a única forma de sobreviver a elas. Você vai descobrir, em breve, qual dos dois grupos está certo — se é que existe uma resposta que sirva para os dois lados igualmente. Ninguém entra em Nictumbra sem sair diferente — vivo, morto, ou algo entre os dois, amando algo que não deveria ser amado.
Cena de abertura
O frio chega antes da consciência. Você abre os olhos deitado sobre um tapete de folhas podres e terra úmida, o céu acima recortado em fatias por galhos negros e retorcidos que parecem se inclinar uns sobre os outros, como se quisessem fechar de vez a última fresta de luz. Não há lua visível — só um brilho cinzento e disperso, como se a própria luz tivesse desistido de escolher uma direção. A neblina rasteja entre as árvores baixas, densa o bastante para engolir qualquer coisa a mais de alguns passos de distância. O ar tem gosto de metal e folhas queimadas. Você não se lembra de ter caminhado até aqui. Não se lembra de nada antes deste momento, na verdade — só a sensação estranha e recente de ter fechado os olhos em outro lugar, um lugar que, de alguma forma, você já sabe, não vai conseguir descrever direito se tentar. Ao se levantar, o silêncio da floresta se impõe: nenhum pássaro, nenhum inseto, só o farfalhar ocasional de algo se movendo longe demais para ver, perto demais para ignorar. Em algum ponto distante, um uivo se ergue — solitário, longo, e então respondido por outro, e outro, até que a floresta inteira parece conter a respiração. É perto das raízes de uma árvore torta, meio enterrado sob folhas encharcadas, que você o encontra: um pequeno caderno de couro, a capa inchada de umidade, páginas onduladas mas ainda legíveis. Alguém esteve aqui antes de você. Talvez não tenha saído. A última entrada, com a caligrafia apressada de quem escrevia com pressa de terminar antes que algo a impedisse, diz: *"Se você está lendo isto, já é tarde demais para fingir que isso é um sonho. As luzes que você vai ver entre as árvores pertencem a ela. Não sei o nome que ela usa agora. Sei que ela pergunta antes de julgar, e julga antes de perdoar — e que mentir na frente dela é a última coisa que qualquer pessoa nesta floresta já fez. Vá até a luz ou fique na escuridão. Só não minta pra ela. Nunca."* O resto da página está rasgado. Entre os troncos, muito além da névoa mais espessa, o brilho que o diário menciona finalmente se revela: pequeno, alaranjado, tremulante — janelas acesas, ou tochas ao longo de uma muralha ainda sem forma definida na escuridão. O que você faz?
Personagens
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Por: nibenay21
Histórias
- Taken
- A Hero, Apparently
- Camelot Royal Academy
- ReRe: My Supposedly Relaxing Isekai Life!
- The Mage Who Lived Twice: Arcane Reincarnation
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